A lei proíbe mas é comum as empresas excluírem das vagas disponíveis os jovens que cumprem o serviço militar no Tiro de Guerra. Quem admite esse tipo de discriminação é o gerente da Agência do Trabalhador (Sine) de Londrina, Roberto Gonçalves. Para ele, falta consciência para o empresariado.
''Explicitamente, as empresas não podem fazer isso, mas na prática acredito que isso acontece, sim'', lamenta Gonçalves. As vagas oferecidas pelas empresas não têm restrição de idade mas as empresas não admitem os candidatos na faixa dos 17 e 18 anos nem aqueles com mais de 40. ''A sociedade precisa parar com esse tipo de demagogia'', desabafa o gerente.
Ele destaca que o empresariado precisa se conscientizar de que é importante para a sociedade empregar a massa de trabalhadores jovens. ''É preciso fazer um trabalho de convencimento porque isso é da nossa cultura e precisamos mudar'', analisa. Pessoalmente, Gonçalves opina que o TG poderia ser opcional porque muitos selecionados cumprem a obrigação a contragosto. (L.A.)

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