Empresas do exterior avaliam pedreira
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segunda-feira, 07 de abril de 1997
Osmani Costa 
O vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, aguarda para os próximos dias os estudos das empresas de consultoria norte-amaricana Larc e da japonesa Chiyoda Corporation, sobre a viabilidade de exploração das três pedreiras localizadas atrás do conjunto Cafezal (zona sul). A área possui 174 mil metros quadrados e o objetivo é que ali sejam feitos investimentos nas áreas de lazer, cultura e turismo.
Numa das pedreiras funciona, desde 1993, a Central de Moagem, que recicla entulhos da construção civil. Administrada pela Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), a central foi escolhida recentemente como uma das 100 melhores experiências brasileiras na área de desenvolvimento sustentável. O programa será apresentado na Organização das Nações Unidas (ONU) em junho.
Mesmo sem adiantar detalhes sobre os possíveis empreendimentos, o presidente da Codel conta que consultores das duas empresas já visitaram o local e ficaram entusiasmados com a idéia da implantação de um completo parque ligado ao turismo, lazer e cultura, onde poderiam ser realizados também grandes shows artísticos. Os consultores norte-americanos estarão nos passando as primeiras impressões técnicas e os custos dessas consultorias técnicas. É preciso ressaltar que os investimentos e exploração estarão a cargo da iniciativa privada. A Codel e a Prefeitura apenas fomentarão as condições para este novo empreendimento, que será muito importante para o desenvolvimento da Cidade, explica Alex Canziani.
Na sessão de quinta-feira passada, a Câmara aprovou em última votação o projeto de lei que autoriza o Executivo a licitar a área das pedreiras para exploração pela iniciativa privada, em regime de comodato, com finalidades culturais e turísticas.
O projeto - que depende agora da sanção do prefeito Antonio Belinati (PDT) - foi apresentado pelos vereadores Célio Guergoletto (PMDB) e Flávio Anselmo Vedoato (PTB).
Segundo Vedoato, nos bastidores há informações de que empresários estrangeiros desejam construir naquele local um moderno parque aquático, que seria explorado para fins de lazer e turismo. De acordo com o vereador, este investimento seria de cerca de US$ 50 milhões e geraria centenas de empregos diretos. O importante é que este empreendimento não dependerá de recursos públicos. Agora, com nosso projeto aprovado, as negociações entre a Codel e os empresários interessados podem evoluir. A tendência é que sejam concluídas rapidamente, acredita o vereador.
Alex Canziani diz que conversará sobre o assunto com o prefeito Antonio Belinati no início da próxima semana, e que o projeto de lei para a licitação do terreno deve ser sancionado pelo Executivo sem problemas.
O vereador Flávio Vedoato garante que a Central de Moagem não deixará de funcionar e apenas será mudada de local. Todos sabemos da importância da Central, mas ela não será fechada. A questão é que ela pode funcionar bem em outro lugar, enquanto que as pedreiras não podem ser tiradas daquela região. E elas serão bem aproveitadas com um investimento de grande porte, que gerará empregos e arrecadação para Londrina.
Vedoato adianta que a Central de Moagem pode ser transferida, em breve, para perto do jardim União da Vitória (zona sul) ou para as proximidades do Lixão, na Água do Limoeiro (zona leste). Segundo ele, o melhor local para o futuro funcionamento da central será definido pelos técnicos da AMA e da Prefeitura.


