O Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região denuncia que empresas de vigilância e segurança estariam atrasando salários e, depois, fechando às portas sem pagar o FGTS e o INSS de seus funcionários. De acordo com o presidente do sindicato, João Soares, as empresas Embraseg, Alvorada Segurança Patrimonial, Orbram, Mato Grosso e Mônaco encerraram as atividades dessa forma, sendo que as duas últimas fecharam neste mês. Ao todo, o sindicato estima que 10 mil vigilantes já foram lesados no Paraná.
Segundo o presidente do sindicato, este golpe vem sendo aplicados por um mesmo grupo de empresários, que estariam abrindo novas empresas usando nomes de outras pessoas. Segundo João Soares, geralmente essas empresas de vigilância deixam de pagar os impostos por um ano. Depois pedem às contratantes que antecipem recursos para quitar estes débitos, embolsando o dinheiro. Soares afirma que neste golpe teria caído até o Tribunal Regional de Trabalho, através da empresa Mato Grosso, que estaria cuidando de um barracão do órgão. A informação é contestada pela assessoria de imprensa do TRT, que informa que a instituição somente realiza pagamentos de empresas terceirizadas mediante a apresentação de documentação que comprove a quitação dos impostos.
Soares informa que o sindicato vem tendo dificuldade em controlar as empresas do setor. ‘‘A fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho tem sido deficitária, o que permite a atuação desse pessoal’’, diz. No entanto, o delegado da DRT, Tércio Albuquerque, afirma que todas as blitze realizadas tem apresentado resultados com o pagamentos das empresas devedoras. ‘‘Basta denunciar’’, avisa. O sindicato dos vigilantes pretende reunir os 10 mil funcionários lesados na próxima semana para realizar uma manifestação de repúdio.

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