Empresas de seguro têm prejuízos com destruição de casas e carros
A enxurrada de domingo também trouxe prejuízo para as empresas de seguro. As despesas de automóveis e residências danificados pelos alagamentos centralizaram as ocorrências nas seguradoras que terão de arcar com os prejuízos. De acordo com o Sindicato das Empresas de Seguro do Estado do Paraná, cada carro que está nas oficinas mecânicas da cidade consumirá reparos da ordem de R$ 2 mil, em média. A proporção de pedidos de ressarcimento é de dez veículos estragados para cada casa danificada pela chuva.
Sem dispor do número de veículos danificados que terão as despesas pagas pelas seguradoras, o presidente da comissão de automóveis do sindicato, João Malta de Albuquerque Maranhão, confirma que o número de carros estragados é surpreendente.
Por serem considerados meses de férias, janeiro e fevereiro apresentam os maiores índices de cobertura do seguro nos carros acidentados. O temporal do início da semana só piorou a situação para as seguradoras. Essa chuva contribuiu para aumentar ainda mais o índice, disse Maranhão. Apesar da elevação de custos para as empresas de seguro, o diretor do sindicato garantiu que não haverá repasses para o consumidor. É uma situação aleatória e o mercado de seguros tem que sustentar, sem repassar custos, garantiu.
O agropecuarista Marcos Cella, 28 anos, que mora no edifício José Conrado Riedel, no Centro Cívico, disse que vai alegar a sua seguradora perda total da sua picape S10, avaliada em R$ 18 mil. O veículo ficou submerso durante 48 horas e só pode ser removido ontem à tarde. Se a seguradora tiver bom senso, vai dar perda total, acredita ele.





