Campo Mourão - Uma ação de revisão de contrato apresentada por cinco empresas de ônibus está pedindo que a Aterfi, administradora da rodoviária de Campo Mourão, devolva R$ 41 mil pagos como ‘‘luvas’’ em agosto do ano passado. O dinheiro foi pago como taxa de ocupação dos guichês para venda de passagens quando a rodoviária entrou em operação.
‘‘Entendemos que a cobrança é ilegal e o dinheiro deve ser ressarcido’’, disse o diretor financeiro do Expresso Nordeste, Estefano Boiko Júnior. Segundo ele, na época da assinatura do contrato não existia tempo nem clima para essa discussão. Só o Expresso Nordeste deu R$ 18,2 mil de luvas. As empresas com boxes menores pagaram R$ 4,5 mil.
Além da Nordeste, assinaram a ação o Expresso Maringá, Viação Garcia, Viação Princesa do Ivaí e Viação Real. ‘‘A ação não interfere no funcionamento da rodoviária’’, frisou Boiko Júnior. O diretor da Aterfi, Nélson Cunha Júnior, informou que o assunto foi debatido durante a assinatura do contrato e que não acredita que a taxa seja considerada ilegal.
O relacionamento entre parte das empresas de ônibus e a Aterfi vem sendo conflitante desde que a prefeitura anunciou o início de operação da rodoviária. Na época, chegou a haver um bocoite das empresas, que reclamaram dos preços dos aluguéis dos boxes. Na última briga, empresas deixaram de cobrar a taxa de embarque, agora cobrada no guichê dos banheiros.

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