Empresas de ônibus entregam documentos
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segunda-feira, 26 de maio de 2003
Adriana Savicki<br> Editoria Local 
A Promotoria de Defesa do Consumidor recebeu ontem da Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL) e da Francovig as simulações de planilhas, notas fiscais e demais documentos referentes ao cálculo do último aumento da tarifa de ônibus urbano de Londrina. O promotor, Miguel Sogaiar, deve se pronunciar sobre o assunto hoje à tarde.
O promotor não atendeu a reportagem ontem após a renião com os diretores das empresas de ônibus, mas em uma entrevista a uma emissora de rádio veiculada pela manhã, disse não descartar a possibilidade de entrar com uma ação civil pública para barrar o reajuste de 18,5%, anunciado na semana passada, que eleva o preço da passagem para R$ 1,60. O último reajuste foi em dezembro, quando a tarifa passou de R$ 1,15 para R$ 1,35.
Os empresários preferiram não comentar as declarações do promotor e saíram da reunião convictos de que a auditoria das planilhas comprovará a necessidade do aumento. ''Temos certeza que após a análise o promotor reconhecerá a necessidade do realinhamento'', afirmou o diretor da Francovig, Francisco Henrique.
O gerente-geral da TCGL, Gildamo de Mendonça, argumentou que se o reajuste não for concedido, as empresas terão problemas trabalhistas. ''Teremos dificuldade para cumprir o acordo'', declarou.
As declarações dos empresários deixaram o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário de Londrina com receio que o acordo coletivo sobre o reajuste salarial de 18,5% não seja cumprido. O aumento começa a ser pago a partir de junho e atinge 1,5 mil trabalhadores.
Segundo o presidente do sindicato, João Batista da Silva, o aumento salarial foi negociado de forma vinculada ao reajuste da tarifa. As empresas pediram, no mínimo, R$ 1,60 para conceder o aumento. ''Se os cálculos do promotor mostrarem que dá para dar (o aumento) com menos ótimo, melhor para a cidade, mas se isso não acontecer esperamos que nossa negociação prevaleça'', afirma.
O sindicato não descarta a possibilidade de paralisação. ''Aplaudimos o promotor pela iniciativa e transparência mas estamos na expectativa que o acordo seja levado em termo sob o risco da categoria até paralisar atividades'', afirma o presidente do sindicato.


