Duas das sete empresas localizadas na Avenida Saul Elkind (Zona Norte de Londrina), que tiveram as instalações da rede interna de esgoto vistoriadas pela Sanepar e Força Verde, apresentaram problemas. Em uma delas, a caixa de gordura está saturada e a água da chuva está ligada à rede de esgoto, o que pode provocar refluxo e prejudicar o desempenho da rede. A outra empresa, uma oficina mecânica, estava sem caixa de contenção para lama e óleo, despejando toda a sujeira na rede de esgoto. As empresas terão 30 dias para regularizar a situação.
O objetivo da vistoria é verificar se o esgoto está tendo destino adequado nas empresas, respeitando parâmetros do Conama 357/05. São 92 empresas funcionando na região mas 16 com maior potencial poluidor serão vistoriadas. O trabalho, realizado todas as quintas-feiras, visa a qualidade da água do Córrego Cabrinha, que após 18 meses de ações em residências não garantiu melhora significativa. A vistoria (que segue o modelo de blitz adotado no Litoral do Paraná), tem ação integrada do governo e segue desde orientações e notificações até ação penal com base na lei de crimes ambientais.
Na vistoria são verificadas todas instalações hidráulicas dos imóveis e se a licença ambiental e a carta de anuência para o lançamento do esgoto na rede da Sanepar estão em dia. As empresas que não estão regularizadas são notificadas e têm prazo para se adequar. Cada atividade industrial, comercial ou de serviço tem legislação específica quanto ao destino dado aos resíduos resultantes de seus processos.
É emitido o auto de infração caso o dano ambiental não tenha sido reparado, seguido de embargo da atividade e de ação penal movida pelo Ministério Público. As multas podem variar de R$ 500 a R$ 10 milhões, dependendo da atividade e da irregularidade. Só a Bacia do Cabrinha são 166 casos em que os prazos para as adequações não foram respeitados e não houve qualquer manifestação do proprietário para resolver a pendência.
Entre as situações consideradas graves estão o lançamento de água de chuva na rede coletora de esgoto - que causa sobrecarga na rede e extravasamentos - e o despejo de esgoto nas galerias pluviais - que polui diretamente o corpo hídrico mais próximo.
Além de realizar vistorias, na quinta-feira o grupo gestor do programa discutirá um novo plano de ação para conter a poluição na região. O encontro será às 14 horas, na Paróquia Jesus Cristo Operário.
Serviço - Denúncias de crimes ambientais, inclusive despejos de lixo em fundos de vale ou lugares impróprios, podem ser feitos para o Disque Denúncia Força Verde no 08006430304

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