Cascavel - As duas empresas responsáveis pelo transporte escolar da zona rural de Cascavel ameaçam interromper os serviços, caso a prefeitura não aceite renegociar os valores pagos pelo quilômetro rodado. As empresas alegam que nos últimos meses os custos do serviço foram reajustados, e que está difícil manter o atendimento na zona rural. As empresas rondam, em média, 3,1 mil quilômetros por dia.

O empresário Jocimar Elizeu de Paula, da Transpaula, reclama que há mais de um mês está tentando negociar com a prefeitura um aumento nos repasses, mas não obteve uma resposta sobre o assunto. Ele explica que a CCTT (Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego) pediu que fosse feita uma planilha de custos. Ele frisa que o desequilíbrio se acentuou com os sucessivos aumentos do óleo diesel, cujo preço subiu quase 50%, desde novembro do ano passado quando o contrato foi assinado. Ele observa que o contrato firmado com o Município prevê o reajuste dos valores a cada 12 meses, pelo INPC.

O empresário Amauri Risso, da Nativa, lembra que há dois anos, o transporte operava a R$ 1,52 por quilômetro rodado. Hoje, o valor praticado é R$ 1,31. Já o transporte coletivo urbano recebeu, em junho, R$ 2,17 por quilômetro rodado. Ele acrescenta que, considerando as variações nos custos, o reembolso por quilômetro deveria ser de R$ 1,75.

O presidente da CCTT, Sérgio Donadussi, disse que as planilhas de custos foram enviadas para análise técnica e, para que seja concedido um reajuste, é preciso comprovar que está havendo deficiência. O prefeito Edgar Bueno (PDT), afirmou que irá avaliar a influência da alta dos insumos nos custos das empresas, mas adiantou que o valor sugerido é ''impraticável''.

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