Empresas alegam que regras saíram após instalação
A diretoria da TIM Celular, em Curitiba, informa que vai retirar no mês que vem a antena instalada ao lado da escola particular na Travessa Guaporé, no Campos do Iguaçu (região leste de Foz do Iguaçu). Segundo a empresa, a remoção estaria prevista há meses por questões técnicas. O local da torre seria impróprio para a transmissão do sinal da operadora. A proximidade do colégio não teria influenciado na decisão.
A TIM Celular - que tem 18 das 28 torres da cidade - questionou os parâmetros da legislação, em especial sua retroatividade. A lei 2.336, publicada no Órgão do Município em 27 de outubro de 2000, concedeu 70 dias para que as empresas do setor contornassem eventuais irregularidades. O prazo venceu em janeiro deste ano. Segundo a TIM, o tempo deveria ser maior. A empresa garantiu que vai adequar as unidades que estiverem em áreas de proteção.
Já o vice-presidente da Global Telecom, Sávio Bloomfield, afirmou que as 10 torres da companhia instaladas na cidade não oferecem risco à sa© úde dos moradores vizinhos. Argumentou que a empresa sempre respeitou as leis municipais, os códigos de posturas e as normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para construir suas estações radiobase.
Quanto a Foz do Iguaçu, Bloomfield questionou a validade da regulamentação do funcionamento das torres construídas antes da lei - em vigor há seis meses. Nós começamos a construir as antenas em 1999. Se é feita uma lei posterior à construção, o que está para trás não pode ser mudado. Mas nós vamos respeitar o que diz a lei, ressaltou o diretor da Global. (A.P.)





