Empresas ainda ganham certificados
Na Hestia Construções e Empreendimentos a gestão dos resíduos representa uma economia de R$ 10 mil numa obra de cinco mil metros quadrados. Os restos de tijolo e blocos cerâmicos são transformados em argamassa, que é utilizada na própria obra. A empresa, segundo o diretor Gustavo Selig, adquiriu um moinho que transforma a caliça em pó, para uso em argamassa, com a adição de água e areia. O produto é utilizado no assentamento da alvenaria, reboco e contrapiso. ''Esse trabalho é realizado no canteiro e exige acompanhamento técnico rigoroso'', diz Selig.
Para conseguir aproveitar o restante dos materiais que sobram no canteiro de obras, a empresa faz uma separação criteriosa de todo o resíduo produzido. Plástico, ferro e papel são separados em baias. Parte dos materiais são vendidos para usinas de reciclagem. Já o excesso de argamassa é encaminhado a outras obras.
A empresa que não quiser investir em maquinário, como a Hestia, pode recorrer a empresas de reciclagem, como a Soliforte Reciclagem de Resíduos da Construção Civil, sediada em Colombo, que transforma caliça em areia e pedrisco. O material final é vendido pela recicladora para o mercado por um preço 30% inferior ao do material virgem e pode ser aplicado em obras residenciais que não exigem argamassa de alto desempenho.
A vantagem para os clientes é a obtenção do certificado de destinação. Segundo Marco Losi Guenbarovski, um dos sócios da empresa, o documento é fundamental para que a construtora possa comprovar junto à prefeitura que o plano de gestão de resíduos apresentado para obter o alvará de construção foi realmente executado. ''Para receber Certificado de Vistoria de Conclusão de Obras (CVCO) a empresa tem que comprovar que os resíduos foram corretamente destinados'', explica Mario Sergio Rasera, superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.





