Empresários são vítimas de extorsão por telefone
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terça-feira, 12 de julho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Um golpe comum, principalmente em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, passou a ser aplicado também no Paraná. Desde maio deste ano, empresários de diversos municípios paranaenses estão sendo vítimas de extorsões feitas por telefone. Em Londrina, onde pelo menos 50 pessoas - normalmente empresários - já teriam recebido telefonemas intimidadores, uma vítima admitiu à Polícia Civil ter pago R$ 500,00 para se livrar das ameaças de morte e acabou se expondo a um risco ainda maior porque os golpistas ligaram novamente para ele exigindo o depósito de R$ 3 mil.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André, revelou que existe uma série de investigações sendo feitas. Todas relatam que a pessoa do outro lado da linha tem forte sotaque carioca e exige quantias em dinheiro para não atacar familiares das vítimas. O delegado estimou que entre maio e julho deste ano, entre 50 e 100 empresários londrinenses teriam sofrido tentativas de extorsão via ligação telefônica. Dentre eles, apenas um admitiu ter pago os R$ 500,00 exigidos numa primeira vez. Depois de fazer o depósito, o empresário recebeu outra ligação exigindo mais R$ 3 mil.
André apontou que além de pedir dinheiro, alguns golpistas exigem que a pessoa compre cartões telefônicos e informe os códigos para que os créditos sejam repassados para um aparelho celular pré-pago. A Polícia Civil acredita que as ligações são feitas a partir do Rio de Janeiro por meio de centrais telefônicas clandestinas. ''A instrução da Polícia são duas: primeiro, não pague nada; segundo, comunique o fato imediatamente à Polícia'', avisou o delegado.
Ocorrências semelhantes têm sido registradas em Cascavel. De acordo com o major Celso Luiz Borges, subcomandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, mais de 50 ligaçõos foram feitas a empresários do município nos últimos 15 dias. A maioria exigiu créditos em telefones celulares. ''Eles garantem que conhecem a rotina das famílias e ameaçam sequestrar os filhos'', contou. Todos os telefonemas foram feitos a cobrar.
O major acredita que os criminosos tenham ligação com presidiários do Rio de Janeiro e São Paulo. ''A maioria tem sotaque carioca'', revelou. A orientação da PM é que as pessoas evitem receber telefonemas a cobrar e, em caso de ameaça, comuniquem imediatamente a polícia. Ele orienta, ainda, que funcionários de empresas sejam instruídos a não fornecerem informações sobre gerentes e proprietários dos estabelecimentos. (Colaborou Carolina Avansini)


