Empresários reivindicam asfalto em parque industrial
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de junho de 2005
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
A falta de asfalto na Rua Walter Pereira, localizada no Parque industrial Cacique (Zona Oeste de Londrina), está causando prejuízos às empresas instaladas no local. O acesso difícil impede a visita de clientes. Por causa dos buracos da rua, os carros utilizados em serviço quebram com frequência.
''Quando chove, o trânsito fica impossível'', reclamou o administrador Rodrigo Portela César, que mantém sua empresa há três anos no bairro. ''A prefeitura não passa a máquina niveladora há mais de um ano'', disse.
O marceneiro Ney Carlos Marcondes, vizinho de César, contou que perde muitos negócios porque os possíveis clientes não conseguem chegar à marcenaria. ''Sou eu que tenho de ir atrás deles (dos clientes)'', lamentou. Ele revelou que, recentemente, perdeu um freguês que quebrou o carro num buraco da rua. ''Além de perder o negócio, quase tive que pagar o prejuízo.''
O eletrotécnico Cirlando César comentou que a limpeza pública e a iluminação do local também são precárias. ''O mato dos terrenos vazios está alto e a energia cai sempre que venta e já fomos assaltados'', contou.
Os moradores e empresários já protocolaram vários abaixo-assinados na prefeitura pedindo a benfeitoria, o último deles em 23 de setembro de 2004. ''Ninguém faz nada'', denunciaram. Segundo Cirlando César, a via consta como ''asfaltada'' no mapa da cidade. ''Há alguns anos, foram retiradas duas verbas para recapeamento da rua. Para onde foi o dinheiro?''
Rodrigo procurou a prefeitura na semana passada e foi informado que o poder público municipal não tem verba para realizar o serviço. Conforme o administrador, um funcionário passou o preço do asfalto orçado em R$ 151 mil e sugeriu que os moradores pagassem pelas obras. A prefeitura, em contrapartida, se encarregaria de licitar o serviço.
Eles não aceitaram a proposta. ''Como é que a prefeitura diz que não tem verba e, na mesma semana, anuncia que o fechou o caixa com superávit de R$ 13 milhões'', questionou.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, confirmou que não há previsão de asfaltamento da rua. ''Não há recursos. Neste momento, não temos solução'', disse. Ele explicou que o superávit anunciado é contábil. ''Não quer dizer que haja dinheiro disponível'', justificou.
Freitas esclareceu, também, que os donos dos imóveis pagam pelo asfalto independentemente da licitação. Sobre as retiradas de verba para realização do serviço, ele garantiu que não foram feitas na atual administração.


