Cascavel - Os empresários responsáveis pelas duas empresas que fazem o transporte escolar da zona rural de Cascavel decidiram cancelar a paralisação dos serviços que deveria começar a partir de hoje. Eles estiveram reunidos na tarde de ontem com o prefeito Edgar Bueno (PDT) e se comprometeram a continuar operando enquanto as negociações não forem encerradas. Um novo encontro foi marcado para segunda-feira.
Durante a reunião de ontem, os empresários, que estavam pedindo R$ 1,79 pelo quilômetro rodado, aceitaram baixar a proposta para R$ 1,66, uma redução de 7%. Já a proposta apresentada pelo prefeito é de R$ 1,52, o mesmo valor pago há dois anos. Atualmente as duas empresas recebem R$ 1,31. Os empresários alegam que nos últimos meses os custos do serviço foram reajustados, e que está difícil manter o atendimento na zona rural, onde rodam em média 3,1 mil quilômetros por dia.
O empresário Amauri Risso, da Nativa, explica que o desequilíbrio se acentuou com os sucessivos aumentos do óleo diesel, cujo preço subiu quase 50%, desde novembro do ano passado quando o contrato foi assinado. Além disso, segundo ele, as empresas trabalham com uma quilometragem baixa de 100 quilômetros por ônibus, quando o ideal seria de 180. ''Quanto maior a quilometragem, fica mais fácil diluir o custo'', frisa.
Risso acrescenta que outro problema são as férias, quando as empresas não recebem nada pelo transporte escolar e precisam manter a estrutura funcionando. Ele diz ainda que no contrato existe uma cláusula exigindo que os veículos não tenham mais de 10 anos de uso, e a média não pode exceder oito anos.
O prefeito Edgar Bueno declarou que entende a preocupação com relação ao equilíbrio financeiro das empresas. Ele pediu um comprometimento dos empresários para que não interrompam o transporte, para não penalizar os 3,3 mil alunos que dependem dos serviços. O prefeito lembrou que o município gasta R$ 181 mil por mês com o transporte escolar, por isso não pode aceitar a proposta dos empresários.

mockup