Empresários rebatem denúncias
Representantes dos hotéis e motéis refutaram a denúncia de que estariam sendo coniventes com o crime de exploração sexual infantil. Mas admitiram que sozinhos não têm condições de garantir que esses abusos não aconteçam.
O superintendente do Sindicato dos Hotéis, Bares e similares de Londrina, Alzir Bocchi, disse que não compareceu à reunião no Fórum porque a entidade não foi convidada formalmente. Ele considerou a denúncia ''vazia e sem qualquer embasamento''. E assegurou que se o crime estiver acontecendo não conta, em hipótese alguma, com a conivência dos empresários: ''Temos família, filhos e a prostituição infantil é uma prática descabida que todo cidadão de bem tem de abominar''.
Bocchi disse que contatou os empresários de Londrina e todos garantiram que não acobertam situações de abuso e rebateu a denúncia de que os hotéis mantêm ''books''. ''Seríamos os primeiros a ir até lá para dizer que a atitude não é compatível com a atividade'', apontou, lembrando que o Sindicato é parceiro do Conselho Tutelar, Sentinela e Polícia Militar.
Proprietário de motel em Londrina, Marcos Granado afirmou que os empresários do setor não corroboram com os abusos contra crianças e adolescentes e que seus clientes são, na maioria, maiores de 25 anos. Ele frisou que muitos menores falsificam documentos e os estabelecimentos não conseguem definir se já atingiram a maioridade. Granado arguiu ainda que as películas escuras nos vidros dos carros também impedem vistorias mais apuradas. O empresário também apontou que ''books'' não são usados pelos motéis. (L.A.)





