Cascavel - Empresários situados na avenida Tancredo Neves estiveram reunidos ontem com diretores da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic) para pedir ajuda da entidade na busca de alternativas para o problema da prostituição que enfrentam há vários anos. O problema está ficando tão grave, de acordo com os empresários, que o movimento de consumidores na região tem caído gradativamente e as lojas vêm acumulando perdas em seu faturamento.
Um dos empresários, que pede para não ser identificado por medo de represálias, diz que há muito tempo a convivência entre lojistas e as garotas de programa que fazem da avenida ponto para trabalhar não é pacífica. Ele denuncia casos de empresários que sofrem ameaças e a depredação de seus estabelecimentos comerciais.
O presidente da Acic, Rogério Stein, reconhece a gravidade do problema. ''É preciso pensar em estratégias para inibir a prostituição nessa avenida, uma região das mais importantes e promissoras para comércio e à prestação de serviços de Cascavel'', diz ele.
Os empresários exigem da polícia a identificação das pessoas por trás de todo o esquema. Eles afirmam que as garotas estão muito bem protegidas e intimidam os donos de lojas sem medo. ''Chegamos a pensar que elas têm mais força do que um empresário estabelecido, gerador de empregos e de impostos'', reclama um lojista, completando que muitas são usuárias de drogas.
Esse primeiro encontro com os diretores da Acic permitiu a definição de algumas estratégicas pela solução do problema, como a criação de uma comissão entre os empresários estabelecidos ao longo da avenida. ''Quanto mais fortes os comerciantes forem, mais chances de mudar esse quadro terão'', disse o empresário Selvino Bigolin, do Sindilojistas.
Uma nova reunião vai ser agendada para discutir os problemas da Tancredo Neves. A este encontro, serão convidados secretários municipais, chefias das polícias militar e civil e até do judiciário. Porém, o comandante do 6º BPM, tenente-coronel Antônio Amauri de Lima, adianta que não existe qualquer lei que proíba as mulheres de venderem seus corpos. ''Elas não podem é importunar os cidadãos'', conclui.

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