Empresários querem 'fechar' área industrial da região norte de Londrina
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terça-feira, 08 de agosto de 2017
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Um loteamento industrial situado no Conjunto Habitacional Jesualdo Garcia Pessoa, na Gleba Lindóia, próximo à Avenida Angelina Ricci Vezozzo, região norte de Londrina, está virando caso de polícia. Nos últimos meses, empresários que possuem ou estão construindo empreendimentos na área procuraram o prefeito Marcelo Belinati (PP) e alguns vereadores para reclamar de constantes furtos, roubos e até despejo de lixo.
As irregularidades ocorrem em uma rua sem saída e que, na maioria das vezes, só é acessada pelos proprietários e funcionários que trabalham por ali. Essa é a realidade enfrentada por Adonis Sabino, dono de uma fabricante de tintas. Quando sequer havia movimentação pela região, o cenário era ainda mais assustador. "Tinha muita protistuição e desova de carros roubados ou furtados. Infelizmente, acredito que, após a instalação de algumas empresas, a criminalidade não reduziu tanto assim", ponderou.
Na opinião de Paulo Sérgio Silva, proprietário de uma produtora de compressores de refrigeração, o principal problema é o acúmulo indevido de lixo. "Não estamos conseguindo resolver. Quando há flagrantes, pedimos para que a pessoa não jogue os resíduos ali, mas corremos o risco de sermos agredidos. Ficamos inertes. Uma vez, encontrei até uma mulher que havia sido sequestrada e abandonada pelos bandidos ali perto", comentou.
As conversas com representantes do poder público resultaram em um projeto de lei protocolado no final de junho na Câmara pelo vereador Roberto Fu (PDT). A proposta prevê autorização para que empresários ou possuidores de imóveis na área industrial da Gleba Lindóia implantem um acesso controlado ao espaço. O 'fechamento' seria feito por meio de guaritas e faixas indicativas orientando a redução de velocidade.
Fu espera que o texto seja aprovado com agilidade no Legislativo. Para ele, barreiras não devem ser apresentadas durante a votação, "uma vez que os proprietários se prontificaram a arcar com todos os custos da estrutura que será usada". O projeto será analisado pela Comissão de Justiça da Câmara no dia 31 de agosto e só depois deve ser enviado para apreciação das comissões temáticas.


