Cansados de serem vítimas de ladrões, empresários londrinenses se aliaram ao Conselho Comunitário de Segurança e pretendem mudar o quadro da criminalidade na cidade. Para isso, vai ser lançada, na próxima quarta-feira, às 10 horas, na sede da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) a campanha Londrina Segura. A iniciativa de 16 entidades empresariais da cidade e coordenada pela Acil vai tentar reduzir os índices de criminalidade através de ações efetivas de apoio às Polícias Civil e Militar.

Segundo George Hiraiwa, presidente da Acil, a campanha será dividida em várias etapas. A primeira delas, que será desencadeada já na próxima semana, é a de conscientização da população sobre a necessidade de blitze policiais. Serão deflagradas várias peças publicitárias em rádios, TVs e jornais, para que a comunidade entenda e aceite de forma normal as blitze. ''Queremos tornar a blitz mais simpática para a população. Que ela veja a operação como uma forma de reduzir a violência'', explicou.

Nas próximas etapas, a campanha vai tentar arrecadar recursos junto ao meio empresarial para promover melhorias no trabalho dos policiais, fornecendo equipamento e treinamento. ''Um dos nossos objetivos é a informatização de todos os distritos policiais. Mas, além do equipamento, vamos buscar junto às empresas de telefonia da cidade, sistema para interligá-los'', disse.

De acordo com Hiraiwa, a idéia também é aproveitar o conhecimento do empresário em termos de motivação de equipes, para tentar aplicar o mesmo princípio aos policiais, atráves de palestras e treinamento constante. ''Além disso, como o empresariado costuma viajar pelo mundo todo e está sempre em contato com novas técnicas e tecnologias podemos também nos unir para trazer a Londrina algo que tenha sido bem-sucedido em outros países'', apontou.

Segundo o presidente da Acil, o alto índice de menores envolvidos na marginalidade também não foi esquecido nesse plano. ''Futuramente, com o grupo coeso e a campanha em andamento, poderemos passar a atuar nas causas. Não basta colocar na cadeia, é preciso buscar soluções para o problema, dialogando junto à Promotoria da Vara da Infância e Juventude, Conselho Tutelar e Ação Social'', explicou.

De acordo com Hiraiwa, o projeto tem o aval do secretário de Segurança Pública, José Tavares.

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