Empresários pedem revisão de pedágios
Empresários pedem revisão de pedágios
Entidade que congrega 45 associações contesta valores de taxa, qualidade de obras e prazos para duplicação de rodovias
Paulo Pegoraro
Edson Mazzetto
Obras aceleradasPraça de pedágio que está sendo construída na BR-277, perto de Cascavel, já está quase pronta A Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná (Caciopar) está distribuindo uma Carta Aberta, também encaminhada ao governo do Estado, pedindo revisão do Programa Paranaense de Concessão de Rodovias e do próprio contrato com empresas que explorarão o pedágio. A entidade, que congrega 45 associações, contesta valores do pedágio, qualidade das obras que estão sendo feitas para melhorar as estradas e prazos para duplicação.
A preocupação da Caciopar é com a BR-277, que liga Foz do Iguaçu a Paranaguá, especialmente o trecho de 140 quilômetros entre Foz do Iguaçu e Cascavel. Estão previstas praças de pedágios entre as duas cidades e o custo para um carro de passeio será de R$ 5,60 e R$ 28,00 para um caminhão com cinco eixos, segundo o Consórcio Rodovia das Cataratas, detentora da concessão. Somando-se ida e volta, os custo final será dobrado.
O trecho tem quatro pistas apenas em 20 quilômetros, entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu e para o restante, até Cascavel, o Consórcio tem prazo de sete anos para concluir a duplicação. A Caciopar cita a estatística do DNER indicando que circulam 6,6 mil carros por dia no trecho para estimar que em dois anos e meio o Consórcio arrecadará recursos que permitiriam a duplicação. O custo estimado pela Coordenadoria é R$ 500 mil por quilômetro.
O presidente da Caciopar, Valmor Lemainski, de Cascavel, argumenta que o prazo de concessão da rodovia é de 24 anos e, descontados os recursos a serem destinados à duplicação, o Consórcio ficará no mínimo 21 anos só arrecadando dinheiro. Melhorias e manutenção da pista não têm custo expressivo, justifica. Lemainski frisa que a entidade que preside não é contra a concessão de rodovias e que o pedágio é um mal necessário mas, em troca, deve haver a duplicação imediata ao menos em trechos críticos.
A Caciopar compara a concessão no Paraná com a do Rio Grande do Sul, onde o prazo é de apenas 15 anos, o pedágio de R$ 3,00 por eixo incidirá apenas em um sentido e os carros de cidades onde estejam as praças de cobrança pagarão apenas uma vez por dia, independente de quantas vezes passem pela praça. Embora com estas vantagens aos usuários, o governo gaúcho garante as mesmas vantagens que o paranaense em termos de segurança nas rodovias, frisa Valmor Lemainski.
O engenheiro Augusto Cézar Bandeira, diretor do Consórcio Rodovia das Cataratas, afirma que as melhorias que estão sendo realizadas na BR-277 garantirão segurança e conforto aos usuários. Sobre a duplicação, observa que o prazo de sete anos para o trecho Cascavel-Santa Terezinha de Itaipu é para conclusão, mas as obras devem ser iniciadas brevemente e é possível um adiantamento no cronograma. Para Cascavel-Guarapuava, também concedida ao Consórcio, não há previsão, pois o volume de tráfego não requer duplicação.





