Com a abertura do prédio onde funciona a Comissão Central do Vestibular Unificado (CVU) – leia texto na pagína 1 deste caderno –, a reitoria da Universidade Estadual de Maringá (UEM) acredita que será possível a realização das provas entre os dias 16 e 19 de julho. O vestibular ficou ameaçado por causa da interdição do prédio por 11 dias. Mesmo assim, o Conselho de Administração da UEM manteve a data. Cerca de 12 mil candidatos estão inscritos. Ontem de manhã o comando de greve se reuniu com representantes da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), que intercedeu pela abertura do prédio.
A preocupação dos comerciantes é que o vestibular fosse transferido, colocando em risco a vinda de milhares de candidatos de outras cidades. Os líderes empresariais calculam que o vestibular movimenta em torno de R$ 4 milhões na cidade em quatro ou cinco dias. ‘‘Para nós a suspensão das provas seria um desastre’’, previu o empresário Renato Friedrich, do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Hotéis de Maringá. Ele calcula que o movimento no setor é 30% maior durante o vestibular.
Os empresários ligados à Acim se comprometeram também em interceder junto ao Estado pela negociação em favor dos servidores da UEM. ‘‘Nós apoiamos o movimento, mas é preciso ver que os problemas com o vestibular agora podem afetar os próximos concursos, afugentando os candidatos de fora’’, disse Friedrich. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino de Maringá, João Panphili, disse que apesar dos empresários estarem preocupados com os R$ 4 milhões movimentados pelo vestibular, eles não lembram dos R$ 7 milhões da folha de pagamento dos servidores da UEM.

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