Alguns empresários do setor têm consciência de que a extração de areia é impactante e por isto precisa ser acompanhada por técnicos que trabalhem para amenizar os prejuízos ao meio ambiente. Eduardo Rogalski, que extrai areia do Tibagi desde 1987, conta com a orientação do geólogo Sérgio Tibinka para atender as exigências do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) no que diz respeito à recomposição das áreas exploradas.
''Nos últimos meses plantamos cerca de 3 mil mudas de árvore nas proximidades das áreas que utilizamos'', conta o empresário. A maior parte da atividade da empresa Rogalski é feita em cavas, que não mantêm comunicação com o rio e portanto, não prejudicam o Tibagi. Ainda assim, existem leis ambientais que regulamentam a atividade e, segundo o geólogo Tibinka, estão sendo cumpridas à risca. ''A cada seis meses encaminhamos os relatórios exigidos pelo IAP e estamos em constante processo de recuperação das cavas que deixam de ser utilizadas'', explica.
Tanto o geólogo quanto o empresário reconhecem que a atividade é impactante, mas alegam que não há meios de extrair a areia sem causar o impacto, principalmente o visual. ''Não há como fazer a extração da areia e a recomposição do ambiente ao mesmo tempo. Mas sempre que cessamos a atividade em uma cava ou ponto do rio fazemos a recuperação'', garante Rogalski. (D.A.)

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