Representantes do turismo de Foz do Iguaçu cobraram ontem do secretário municipal de Turismo, Neuso Rafagnin, medidas que diminuam a criminalidade, que estaria gerando a desistência de viagens à cidade e sendo motivo para ameaças de cancelamentos de eventos. Somente neste ano 45 pessoas foram assassinadas em Foz do Iguaçu.
Durante a reunião, entidades do setor e o secretário decidiram marcar uma audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, para exigir reforço do policiamento nas ruas. O encontro, ainda sem data definida, deve ser realizado na próxima semana. ‘‘Os arrastões da Polícia Militar e Civil são temporários. Precisamos de segurança permanente’’, resumiu Rafagnin.
Para o integrante do conselho curador do Iguassu Convention & Visitors Bureau, hoteleiro Altino Voltolini, a onda de violência pode reduzir o número de turistas argentinos em até 40%. ‘‘Este ainda é um percentual otimista’’, avaliou o empresário, dono do Recanto Park Hotel.
Voltolini disse que seu hotel quase deixou de sediar um encontro de laboratórios farmacêuticos, que iniciou ontem, em virtude da morte do argentino Raul Alberto Tita, 50 anos – assassinado com um tiro na cabeça no último dia 6, quando estava hospedado num outro hotel com a mulher e três filhos. ‘‘A repercussão do assassinato foi muito grande. Os organizadores estavam receosos’’, completou Voltoni, sobre a morte do estrangeiro, cuja família não foi ferida.

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