Os empresários londrinenses ligados aos setores de hotelaria, bebida e gastronomia pretendem aumentar o número de empregados em 30% até o final de abril. O reaquecimento nas contratações se deve ao retorno de milhares de estudantes, vindos de cidades paranaenses e também de outros estados. que estudam na UEL.
A informação foi passada pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Londrina, que estima um número próximo de 12 mil estudantes da UEL que não moram na cidade. O presidente da entidade, Alzir Bocchi, declarou estar satisfeito com o fim da greve e foi responsável pela redução gradativa de funcionários dos estabelecimentos.
‘‘O número médio de empregados do setor caiu de 8,5 mil para 6 mil, entre setembro do ano passado e março deste ano. Como teremos três eventos grandes a partir de abril, devemos aumentar o quadro funcional em pelo menos 30%’’, explicou Bocchi, referindo-se à Exposição Agropecuária de Londrina, a Feira da Indústria e do Comércio de Arapongas (ambas em abril) e o vestibular da UEL. ‘‘Normalmente os universitários gastam (mensalmente) entre R$ 3,5 milhões e R$ 3,8 milhões. Somente o vestibular alavanca nossas vendas em até R$ 8,5 milhões.’’
Com os estudantes ‘de fora’ voltando a colocar a casa em ordem e utilizando os serviços oferecidos pelos empresários, a previsão dos 1.280 associados ao sindicato é começar com pequenas contratações ainda este mês, ampliando gradativamente até o início de abril.
Não há levantamentos oficiais sobre o número de universitários nascidos e criados em Londrina e os que saíram de outras cidades do Paraná. Segundo a assessoria de comunicação da UEL, dos 13,3 mil estudantes, 72% são paranaenses e 28% oriundos de outros estados

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