Os 12 barracões industriais que o governo do Estado está construindo em Maringá tiveram as obras paralisadas em dezembro, e até ontem não existia previsão para a retomada dos trabalhos. Localizados em quatro bairros de periferia, os galpões devem abrigar 60 indústrias de pequeno porte e gerar cerca de 700 empregos. O diretor técnico da Secretaria de Indústria, Comércio, Agricultura e Turismo, Antonio Lorencetti, confirmou ontem que o município já selecionou 95 indústrias para o projeto. ‘‘Mas não existe prazo para a conclusão das obras’’, diz.
Os barracões começaram a ser construídos em novembro, inclusive com o então secretário de Emprego e Relações do Trabalho, o maringaense Pedro Granado. No final do ano, o governo paralisou o repasse de recursos e as empreiteiras pararam as construções. Lorencetti disse à Folha ontem que apenas a primeira parcela do projeto foi liberada, logo após o município apontar os terrenos onde ficam os barracões. Ele não sabe ao certo o valor que já foi aplicado nas obras. ‘‘Já selecionamos as empresas, mas não temos previsão de quando os galpões são entregues’’, afirma.
No início de fevereiro, o coordenador do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Paraná, Marcos Medeiros de Albuquerque, esteve em Maringá visitando a obras dos barracões. O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) pediu agilidade na liberação das verbas do programa, para inaugurar os barracões a partir de maio. ‘‘A promessa era que após o Carnaval o secretário (estadual de Trabalho) Alex Canziani estivesse em Maringá para uma visita às obras’’, lembra o secretário municipal Miguel Fuentes Salas.

mockup