Empresários do transporte fazem manifestação em Porecatu
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segunda-feira, 02 de junho de 2008
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Porecatu - Uma dívida de aproximadamente R$ 4,5 milhões com empresas de transporte prejudicou a rotina da Usina Central do Paraná, ontem, em Porecatu (85 km ao norte de Londrina). Pela manhã, cerca de 150 máquinas, entre ônibus, caminhões e tratores, participaram de um buzinaço no Centro da cidade para alertar a comunidade. ''Estamos sem pagamento desde novembro do ano passado. Enquanto não recebermos essa dívida, não colocaremos nossos veículos a serviço deles'', disse um empresário, que preferiu não se identificar.
Representantes dos terceirizados, usina e sociedade civil reúnem-se hoje, às 9 horas, para discutir o problema. Além de Porecatu, a Usina Central do Paraná influencia diretamente também Florestópolis, Alvorada do Sul e Centenário do Sul. Em 21 de maio, ela pagou dois meses de salários atrasados com os funcionários, que também haviam paralisado suas atividades em protesto.
Na opinião de Celso Fernandes de Mattos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Indústrias de Alimentação de Porecatu, a dificuldade econômica na Usina Central transformou-se numa bola de neve ao atingir diretamente ou indiretamente toda a cidade e região. Segundo ele, toda vez que há atrasa no pagamento, o comércio, prestadores de serviço e até o setor público sofrem com isso.
Segundo o prefeito Dario Lunardelli (PSL), 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços (ISS) arrecadados pelo município provém da usina. ''Nesta quarta-feira, terei uma audiência com o governador Roberto Requião (PMDB), em Curitiba, com o objetivo de encontrar uma solução definitiva para o caso'', adiantou.
De acordo com José Aparecido Batinga, gerente administrativo da usina, disse que as atividades foram realizadas normalmente ontem. Ele disse que, na semana passada, havia pedido um prazo para os terceirizados e hoje foi surpreendido pela manifestação. Sem dar detalhes, ele disse que a usina está negociando e tentando achar uma solução. Batinga disse que a intenção é iniciar a safra daqui a 40 dias. Atualmente, a usina emprega - aproximadamente - três mil pessoas com possibilidade de chegar a cinco mil no pico da colheita.


