A pressão dos empresários para reduzir o valor do pedágio foi forte. Terça-feira, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá, Alceu Chaves deu um ultimato ao secretário dos Transportes, Heinz Herwig. ‘‘Ou o Governo reduz o pedágio em 50%, ou o prejuízo na economia será incalculável’’.
A Organização das Cooperativas do Paraná, Federação da Agricultura do Paraná e Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas do Paraná, já haviam manifestado sua contrariedade em relação aos valores cobrados no pedágio. Estudo da Ocepar mostra que o custo do produto agrícola transportado aumentaria em 22%.
A Cooperativa de Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do estado de São Paulo (Copersucar), responsável por 22% do açúcar exportado em todo o país, chegou a anunciar que a partir de 1999 iria desviar toda a exportação para o porto de Santos, em função da perda de competitividade de Paranaguá, por causa do custo do pedágio.
A Associação Comercial de Paranaguá também foi alertada por terminais graneleiros, retroportuários, responsáveis pelo escoamento do complexo soja do Paraná, estados vizinhos e do Paraguai, que as cargas seriam transportadas para outros estados a partir do próximo ano.

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