O turismo de eventos é um dos setores mais prejudicados pelos constantes cancelamentos de vôos, que impedem palestrantes e participantes de chegar a Londrina nos dias e horários previstos. Quem sofre as conseqüências na prática cobra uma solução urgente para o impasse.
  O empresário Conrado Schult é sócio da Moro e Moro Associados, firma responsável pela organização de eventos científicos e corporativos. Ele afirmou que é comum ter de cancelar atividades por causa do fechamento do aeroporto. ‘‘Muitas vezes a pessoa mais indicada para o evento não tem condição de prever se vai poder desambarcar no dia marcado na cidade’’, afirma.
  No entanto, ele diz estar otimista quanto à concretização do sonho do ILS. ‘‘Sempre acompanhei as discussões. Acredito que esse problema possa ser resolvido a médio prazo, em cerca de um ano’’, aposta Schult.
  O superintendente do Aguativa Golf Resort, Gilberto Neszlinger, afirmou que é bastante comum que eventos e viagens de turismo sejam canceladas por problemas no desembarque no Aeroporto de Londrina. ‘‘O turismo de lazer não é tão prejudicado porque o turista pode atrasar a reserva em um dia, por exemplo. Mas no turismo de negócios o prejuízo é maior porque chegamos a perder eventos’’, revela.
  Ele salientou que palestrantes usualmente têm a agenda cheia, o que significa que atrasos no desembarque podem significar o cancelamento de congressos ou simpósios. ‘‘É comum perdermos eventos. Principalmente no verão, quando as chuvas são mais constantes’’, declara.
  O trabalho do Londrina Convention & Visitor Bureau de atrair visitantes e eventos para a cidade também fica prejudicado, segundo Maitê Ulhman, diretora executiva do Bureau. A cidade realiza atualmente cerca de 400 eventos por ano. ‘‘De nada adianta o esforço brutal do Bureau se não houver uma estrutura mínima de atendimento ao visitante. A cidade que quer ser turística precisa primeiro ser boa para quem mora aqui’’, alfineta.(F.R.F.)

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