Empresários buscam opções para ajudar na segurança
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sexta-feira, 10 de maio de 2002
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário de Segurança, José Tavares, se reuniu ontem com um grupo de empresários, em Curitiba. O convite partiu de cerca de 40 profissionais liberais, políticos, procuradores e empresários que se reúnem mensalmente para discutir assuntos de interesse da cidade e da Associação Projeto Não-Violência Brasil. O objetivo era debater como a sociedade poderia colaborar com o governo para a redução da violência.
Durante o encontro, o presidente da associação, Roberto Demeterco, falou sobre o projeto e pediu apoio, inclusive financeiro, ao programa. Tavares falou sobre os desafios em seus quase três anos de gestão, que termina em 31 de dezembro. Os temas principais foram a construção de dez novas penitenciárias e a luta pela criação de novas vagas nas duas polícias. Sobre o funcionamento das penitenciárias industriais e a terceirização dos serviços, o ele procurou sensibilizar a categoria sobre a necessidade de investir nos projetos.
Na nova Penitenciária de Piraquara, por exemplo, foram construídos seis galpões destinados a empresas interessadas em ocupar a mão-de-obra dos presos, mas ainda não há nenhum negócio fechado. Muitas empresas têm medo de abrir unidades dentro dos presídios, mas este é um ótimo negócio para as duas partes. O empresário tem mão-de-obra barata e o preso tem uma atividade e, principalmente, reduz a pena a cada dia trabalhado.
O secretário também garantiu que todos os presos condenados que estavam nas cadeias dos distritos de Curitiba já foram transferidos para a cadeia de Piraquara. O próximo passo, que deve ser concluído no máximo em dois meses, é a transferência dos condenados que estão nas delegacias da Região Metropolitana.
Só com a desativação das cadeias do 7º Distrito, na Vila Hauer, segundo Tavares, 16 investigadores que cuidavam dos detentos puderam ser liberados para atuar em suas verdadeiras funções. Com a desativação dos outros quatro ou cinco cadeiões de Curitiba vamos ter mais investigadores.
Tavares também espera reflexos positivos para todo o sistema penal do Estado com o término da Penitenciária de Foz do Iguaçu. É lá que estão nossos maiores problemas. Com 500 vagas, o presídio vai abrigar inicialmente 250 detentos condenados que ocupam as prisões da cidade. Em seguida, presos que têm famílias em Foz e região também serão mandados para aquela unidade.


