Empresários acorrentam-se para protestar
Israel Reinstein
De CUritiba
A Associação das Pequenas e Médias Construtoras do Paraná, que representa 100 empreiteiras credoras do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio (Proem), realizou ontem um protesto na Secretaria de Estado da Educação, em Curitiba, contra a exclusão de construtoras do pagamento de dívidas. Dois empresários chegaram a se acorrentar em frente ao prédio. Segundo o tesoureiro da entidade, Jocinei da Silva Portes, o governo estadual teria rompido um acordo com as empreiteiras, no qual seriam pagas as parcelas atrasadas de 18 empresas falidas ou em processo falimentar. No entanto, a secretaria liberou R$ 3 milhões para quitar os débitos de 111 obras executadas por 32 empresas, sendo oito das em dificuldade.
Para os empreiteiros, o secretário chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda Ribas, e o diretor geral da secretaria da Educação, Mário Lopes Filho, desrespeitaram o acordo informal, estabelecido no dia 28 de julho. Na época, Lopes informou que o governo do Estado pagaria as empresas falidas, desde que elas estivessem habilitadas (com índice de construção e documentação em dia).
Mas não foi assim que os empreiteiros entenderam. Eles se comprometeram em ajudar as empresas que estavam em dificuldade, reclamou Paulo José de Souza, da Sutec Engenharia. Souza, que tem uma dívida de R$ 102 mil, referente a dez escolas construídas, recebeu apenas R$ 31,5 mil, de apenas uma obra. Por causa disso, Souza e seu sócio, Jonadabe Vieira, acorrentaram-se nos pilares do prédio, onde trabalha a secretária Alcyone Vasconcelos Saliba. Até o fim da tarde, eles não tinham sido convencidos para sair do local.
Apesar do protesto dos dois empreiteiros, a associação estabeleceu novo acordo. Desta vez, a secretaria se comprometeu a atender a sete empreiteiras, que acumulariam uma dívida de cerca de R$ 420 mil. Para elas, o governo pagaria uma escola já habilitada, repassando R$ 185 mil. Essa situação será analisada pela secretaria.
Quanto as demais, o governo estadual obedeceria um cronograma de pagamento, que a princípio desembolsaria mensalmente R$ 1 milhão por mês. A verba seria liberada conforme a habilitação.





