Curitiba - O dono da JCR Administrações e Participações e empreendedor do Terminal de Contêineres de Pontal do Paraná (TCPP), João Carlos Ribeiro, acha uma exagero os questionamentos que estão sendo levantados sobre os impactos da implantação do porto, principalmente, no que diz respeito aos riscos à saúde pública e ao possível estímulo à prostituição. "Os portos modernos não criam essa condição, pois os navios não ficam muito tempo parados, a tripulação é pequena e 80% dos ocupantes são de alto nível. Quem usa esse tipo de argumento, age de má fé", destacou.
Ribeiro concorda que a questão do acesso é a de maior implicação na viabilização do porto e garantiu que buscará parcerias, com o município ou governo federal, para que o licenciamento da estrada caminhe junto com o do terminal. As demais implicações socioambientais serão devidamente administradas, assegurou ele.
O superintendente estadual do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), José Álvaro Carneiro, disse que as dúvidas que surgiram na primeira audiência - e devem se repetir na próxima - terão que ser esclarecidas e contempladas no Eia/Rima. Para ele, acesso, plano diretor, proteção da restinga e segurança de navegação são condições essenciais a serem previstas para que o projeto possa evoluir. Ele explicou que a etapa atual é de discussão da licença prévia. O empreendedor terá que cumprir todas as condicionantes para que os projetos executivos sejam avaliados e o órgão conceda, se for o caso, o licenciamento de instalação. A licença de operação é a última etapa.(A.L.)

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