Empresário se apresenta à polícia de Bela Vista
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de junho de 2001
Érika PelegrinoDe Londrina 
O empresário Paulo Gomes de Almeida, 35 anos, proprietário do Armazém Country em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina) e um dos acusados na morte do funileiro Nei Pires Dourado, 20 anos, apresentou-se anteontem no início da noite na 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina. O delegado de Bela Vista, Luiz Carlos de Azevedo, ouviu o acusado por mais de duas horas. Ele foi apresentado em Londrina por seu advogado, João Gomes Filho, devido ao clima de comoção em Bela Vista.
Segundo o delegado, Paulo negou a autoria do crime e assumiu apenas a participação na ocultação do cadáver. Ele disse que ao ver que o rapaz estava morto ficou apavorado e ordenou ao Xaxá que tirasse o corpo de lá para evitar problemas, afirmou o delegado. José Luiz Fabri, 27 anos, conhecido como Xaxá, e Edson Carlos Pereira, 25 anos, o Pudim, também são acusados pela morte de Nei Dourado.
Dourado foi enforcado na madrugada de 20 de maio depois de ter sido retirado à força por Xaxá e Pudim da casa de show Armazém Country. O corpo foi encontrado na fazenda Olho DÁgua, a 12 quilômetros de Bela Vista do Paraíso. Após o depoimento, Paulo foi levado para um distrito policial de Londrina onde permanece em prisão temporária.
De acordo com o delegado, Paulo só será transferido para Bela Vista quando o clima na cidade estiver mais tranquilo. Xaxá continua foragido e Pudim já está preso. O motivo do crime seria vingança pela morte de Luciano Rodrigues de Souza em 25 de fevereiro deste ano, na cidade de 1º de Maio (61 km ao norte de Londrina).


