O empresário Paulo Gomes de Almeida, 35 anos, proprietário do Armazém Country em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina) e um dos acusados na morte do funileiro Nei Pires Dourado, 20 anos, apresentou-se anteontem no início da noite na 10ª Subdivisão Policial (SDP) de Londrina. O delegado de Bela Vista, Luiz Carlos de Azevedo, ouviu o acusado por mais de duas horas. Ele foi apresentado em Londrina por seu advogado, João Gomes Filho, devido ao clima de comoção em Bela Vista.
Segundo o delegado, Paulo negou a autoria do crime e assumiu apenas a participação na ocultação do cadáver. ‘‘Ele disse que ao ver que o rapaz estava morto ficou apavorado e ordenou ao Xaxá que tirasse o corpo de lá para evitar problemas’’, afirmou o delegado. José Luiz Fabri, 27 anos, conhecido como Xaxá, e Edson Carlos Pereira, 25 anos, o Pudim, também são acusados pela morte de Nei Dourado.
Dourado foi enforcado na madrugada de 20 de maio depois de ter sido retirado à força por Xaxá e Pudim da casa de show Armazém Country. O corpo foi encontrado na fazenda Olho D’Água, a 12 quilômetros de Bela Vista do Paraíso. Após o depoimento, Paulo foi levado para um distrito policial de Londrina onde permanece em prisão temporária.
De acordo com o delegado, Paulo só será transferido para Bela Vista quando o clima na cidade estiver mais tranquilo. Xaxá continua foragido e Pudim já está preso. O motivo do crime seria vingança pela morte de Luciano Rodrigues de Souza em 25 de fevereiro deste ano, na cidade de 1º de Maio (61 km ao norte de Londrina).

mockup