O empresário Valter Orsi, de Londrina, formalizou, ontem, queixa no Procon contra a concessionária de rodovias Econorte por dificultar o pagamento de indenização por danos em um veículo da empresa Indusfrio, da qual é proprietário, ocasionados por uma barra de ferro solta sobre o asfalto. O acidente, ocorrido no dia 1º de junho, na BR-369, provocou a perda de um dos pneus, cuja troca custou R$ 319,00.
Mais que o valor do conserto, Orsi disse estar indignado com o tratamento da Econorte. Segundo ele, desde a data do acidente, tenta obter uma cópia do controle de atendimento interno. O motorista do veículo, Rogélio Fernandes, registrou a ocorrência na praça de pedágio mais próxima, mas foi informado que precisaria também do boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária. ‘‘Os policiais me avisaram que para retirar o BO teria que pagar uma taxa de cerca de R$ 30,00 e que ao registrar o boletim ainda poderia sofrer uma multa por falta de atenção ao volante.’’ Assustado com os possíveis custos, ele ligou para a empresa e desistiu do BO.
A Econorte informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o processo não foi encaminhado corretamente, sendo necessário o BO para que seja feita a indenização. Ela também disse que o controle de atendimento não é fornecido.
O sargento Wanderley Veríssimo, chefe do setor de acidente da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária, disse ser normal a exigência do BO para ressarcimento de danos e que a taxa para retirada é de R$ 25,30. Com relação à multa, ele explicou que o boletim de acidente é submetido a uma comissão de análise de trânsito. Constatada infração do motorista, ele pode receber multa.
O coordenador do Procon, Tito Vale, informou que a Econorte será acionada para que Orsi receba a indenização.

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