Empresário recebe nota falsa em caixa eletrônico
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terça-feira, 22 de junho de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Ao pagar uma conta, o empresário Roberto Soares de Oliveira, 41 anos, passou pela desagradável experiência de ter em mãos uma nota falsa. Porém, ao contrário do que se imagina, a cédula de R$ 50 chegou em suas mãos pela via aparentemente mais segura: um caixa eletrônico.
Já após o saque, realizado em um domingo à tarde no caixa da agência do Unibanco da Avenida Tiradentes (Zona Oeste), Oliveira estranhou a nota. ''Eu vi que era meio esquisita mas como era do caixa acabei levando. Quando fui pagar fiquei com cara de tacho e passei ridículo'', comenta.
Comprovada a fraude, ele entrou em contato com o banco e, para sua surpresa, a agência bancária não se responsabilizou pelo problema. Ele só conseguiu trocar a cédula dois dias depois, na empresa de transportes de valores que presta serviços ao banco. ''O caixa não é confiável. Fico pensando que tem muita gente mais simples que pode passar por isso e não ir atrás do prejuízo. Acho que os bancos deveriam orientar as pessoas dessa possibilidade'', argumenta.
Representantes da empresa de transportes de valores, a Proforte, afirmaram que essa foi a segunda ocorrência de troca de notas falsas em Londrina. A primeira ocorreu em outra rede de banco. A conferência das notas é realizada por funcionários da empresa antes da alimentação dos caixas.
Por incrível que pareça, o empresário ainda levou sorte. Isso porque, segundo o Banco Central (BC), é difícil o banco ser responsabilizado pelo dinheiro retirado nos caixas depois que o cliente sai da agência sem reclamar. Por isso, a recomendação do BC é que, em caso de desconfiança, o cliente entre em contato com o banco através dos telefones de emergência existentes na maioria dos caixas eletrônicos. O BC frisa, entretanto, que a responsabilidade de troca é da agência onde o dinheiro foi retirado.
Na reclamação, é recomendável que o cliente diga ao atendente o número de série da nota. Contudo, em locais onde não há telefones, casos dos caixas em supermercados, por exemplo, o cliente fica desassistido.
Em nota divulgada pela sua assessoria de imprensa, o Unibanco afirmou que não há indícios de notas falsas retiradas de seus caixas. O banco, entretanto, argumenta que caso seja registrada alguma reclamação esta seria analisada de imediato. O banco também informa que não há registros estatísticos sobre o assunto e argumenta, tal qual o BC, ao orientar o cliente a registrar queixa imediatamente após o recebimento da cédula.


