O empresário Abílio Medeiros, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e da Associação Comercial e Industrial (Acil), propõe como uma das alternativas para a modernização do Aeroporto de Londrina a sua municipalização ou privatização. A Folha e a Acil estão em campanha pela melhoria das condições do aeroporto.
‘‘Se a Infraero não fizer imediatamente os investimentos necessários no aeroporto, por qualquer razão que seja, deve devolver a administração do terminal’’, defende Medeiros. Ele destaca que, seguramente, haveria interessados em vencer uma licitação. ‘‘Sem dúvida é um aeroporto rentável. Afinal, é um dos mais importantes do interior do Brasil, superando os de algumas capitais.’’
Para o empresário, o descaso com que a Infraero trata o aeroporto é um absurdo. ‘‘A Infraero reconhece que este é o aeroporto que mais cresce no País. Mas investe em outros terminais, como em Curitiba e no Nordeste. Para Londrina só promete, há mais de 10 anos. E exige a participação da Prefeitura’’, critica.
Medeiros destaca, ainda, que a Infraero deveria informar o total investido e o arrecadado no aeroporto nesses anos de administração. ‘‘Certamente há significativo superávit. Todos pagam para usá-lo, desde os passageiros às companhias de aviação, táxis aéreos e aeronaves privadas’’, diz. ‘‘Se o município precisa investir, o melhor é que assuma o negócio e o repasse para particulares. Ganharia duas vezes, com a concessão e com a melhoria dos serviços prestados.’’
A preocupação de Medeiros é com os prejuízos sofridos pela cidade e região com as deficiências do aeroporto. Para ele, há necessidade de investimentos na ampliação da pista e do terminal de passageiro e a instalação de equipamentos de segurança que assegurem o melhor funcionamento do aeroporto. ‘‘Os recursos já arrecadados pela Infraero seguramente cobrem esses investimentos.’’
O prefeito Antônio Belinati (sem partido) diz que está aberto à discussão, ‘‘caso os empresários apresentem uma proposta concreta e viável’’. Para o prefeito, a crise do aeroporto, que há cerca de três meses está com seu equipamento de auxílio ao vôo (VOR) desativado e tem sofrido sistemáticos fechamentos com o mau tempo, poderia facilitar a municipalização.
Belinati entende que se a proposta de municipalização se consumar, o aeroporto deveria ser privatizado depois. Outra possibilidade, diz, é a criação de um condomínio entre prefeitura e setores da sociedade. ‘‘A exemplo do que ocorre no Terminal Rodoviário, este condomínio poderia promover as reformas necessárias e administrar o aeroporto nesta fase atual.’’

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