Empresário pretendia jogar bomba em rival
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O empresário Dercílio Senagália, de 47 anos, que morreu no início da manhã de terça-feira, em Curitiba, foi vítima da própria armadilha que preparou para amedrontar o namorado da mulher que havia se tornado a amante dele. A conclusão é da Delegacia de Homicídios, que há uma semana vinha investigando a explosão de uma bomba caseira no carro dele, um Golf placas BUM 2229, de São Caetano do Sul (SP).
Os laudos técnicos revelaram vestígios da mão dele na bomba e também foram encontrados uma caixa de fósforos no carro, e um bilhete no bolso, com o endereço onde o carro foi encontrado (Rua Inajá, no bairro Pinheirinho) o que nos levou a concluir que foi ele quem iria atirar a bomba, revelou o delegado Fauze Salmen. Outro indício que derrubou a versão de que a bomba teria sido atirada na direção do carro é que ele estava estacionado na contra-mão.
As investigações, informou o delegado, também esclareceram que o empresário foi até o endereço, onde mora José Albuquerque (que é o namorado de Márcia sobrenome não revelado , a amante de Senegália) para assustá-lo. Salmen disse que a bomba usada por Senagália era um morteiro, cujo cano foi enchido de pedras para dar maior potência à explosão. O delegado aguarda os laudos da necrópsia para enviar o inquérito policial à Justiça.
O empresário morreu de insufiência respiratória provocada por choque, após permanecer uma semana internado no Hospital Evangélico, em Curitiba. Senagália sofreu queimaduras em mais de 50% do corpo, perdeu o braço direito, fraturou o fêmur, além de complicações no tórax e abdome. Ele foi submetido a cirurgias no fígado, pulmões e intestino.





