Curitiba
As irregularidades nos leilões de obras de arte pela TV, que têm deixado muitos artistas sem ver a cor do dinheiro, não se limitam à falta de pagamento de telas ou tapetes. Ainda há investigações sobre falsificação de telas e venda de um mesmo objeto para várias pessoas. O principal envolvido no escândalo é o marchand Marcus Vinícius Gobbo.
Um comerciante de arte de Curitiba - também acusado de não pagar fornecedores e artistas -, disse ontem à Folha que o fato de ter pago os artistas com cheques pré-datados não o caracteriza como estelionatário. Ele sustou dois cheques usados para pagar um dos artistas, no valor total de R$ 2.750,00, porque alguns quadros não tinham sido vendidos.
Um comerciante paulistano de tapetes persas também tenta receber da empresa de Curitiba uma dívida de R$ 21,5 mil. O paranaense defende-se dizendo que não compra as mercadorias, mas faz uma aquisição consignada.
A lista de credores de Gobbo soma 257 processos. Sua dívida chega quase a R$ 1 milhão, só em Curitiba. A polícia está colhendo depoimentos de pessoas lesadas para concluir o inquérito.

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