Joaquim Sérgio Mafra, 30 anos, matou a professora Sônia Liston, 31, e logo após suicidou-se com uma Tauros 32. O crime aconteceu às 14h30, no Km 2 da PR-483 a 100 metros de um motel, em Francisco Beltrão, dentro de um Fiat Uno azul, de propriedade da irmã de Sônia. Ela foi atingida com um tiro na cabeça e Mafra no ouvido.
Pela manhã, a família de Sônia comunicou a Polícia Civil de Francisco Beltrão que ela havia desaparecido. De acordo com o tio, Casemiro Liston, ele sequestrou-a em frente a um colégio às 9h30. ‘‘A família era contra o namoro porque ele era um aventureiro e não tinha informação donde trabalhava’’, afirmou Casemiro.
No dia 16 de junho, Sônia registrou queixa na 19º SDP, onde disse que conheceu Joaquim Mafra em março e que ele estava ameaçando-a de morte, caso terminasse o namoro. Disse também que ele tinha um comportamento de psicopata.
Nos pertences de Sérgio recolhidos no hotel onde estava hospedado com o nome falso de José Carlos de Souza Neves, a polícia encontrou documentos que comprovam que ele era empresário, sem residência fixa. O passaporte de viagens apresenta carimbo de entrada em Luxemburgo, um condado europeu. Ele era natural de Formosa do Oeste (PR).
A Polícia Civil encontrou no bolso de Sônia um gravador com uma fita que apresenta muitos ruidos. Os investigadores vão fazer uma perícia para levantar informações
Premeditado A polícia encontrou entre os objetos pessoais do empresário diversos bilhetes que comprovam a premeditação do crime. Em 30 de junho ele escreveu em um guardanapo: ‘‘Sorria a vida é maravilhosa, mas sem você não consigo viver. Você me conquistou e depois me enganou. Vou viver sempre junto de você, mas não aqui. Você quem escolheu, agora estamos juntos para sempre’’.

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