Empresário já foi vítima de estelionatário
Para empresas que realizam serviços de entrega, as transações via telefone são importantes para garantir o balanço positivo no final do mês. Proprietário de um estabelecimento que entrega água e sucos, Hudson Pereira conta que, no seu negócio, os pedidos por telefone representam 96% das vendas.
Para facilitar o trabalho e fugir dos trotes, ele mantém um cadastro de clientes. Mesmo assim, já foi vítima de estelionatários que pedem água, recebem o produto em uma casa vazia, pagam com cheque sem fundo e ficam com o troco. ''Por isso, só estamos aceitando cheques de mensalistas'', informou.
A alimentação de animais domésticos também pode ser viabilizada por um simples telefonema. Rosana Barbosa, balconista de uma loja de ração, revelou que 50% das vendas do produto são feitas pelo telefone. Segundo ela, a maioria dos clientes prefere ligar porque os sacos de 15 a 25 quilos são muito pesados. ''É mais prático'', comentou. Três entregadores de moto trabalham durante o dia todo para dar conta das entregas.
Em uma tradicional lanchonete de Londrina, o funcionário Ricardo Oliveira de Deus informou que 80% do atendimento são realizados pelo telefone. Essa característica reserva situações inusitadas. Segundo ele, é comum os clientes pedirem ao entregador para comprar cigarros, bebidas e até camisinha antes de levar o lanche. As solicitações costumam ser atendidas.
Com relação a locais de entrega insólitos, ele comentou que tem muita gente que pede sanduíches no motel. Para prevenir trotes, a empresa utiliza um identificador de chamadas e não entrega pedidos feitos de telefones públicos. Outro objetivo é evitar que os entregadores sejam assaltados.
Com intenção de garantir a satisfação dos clientes que não podem (ou não querem) sair de casa, a comerciante Queico Shiraishi, proprietária de um empório em Londrina, realiza entregas em qualquer quantidade. De quarenta quilos de batata a duas cenouras, ela não mede esforços para atender a necessidade dos consumidores.
''Já cheguei a entregar um pé de alface'', contou. Independentemente do tamanho do pedido, os funcionários se esmeram para atender rapidamente. ''Quem pede está sempre com pressa'', disse ela, que planeja incrementar o serviço de entrega com o aumento das vendas para restaurantes e hotéis. (C.A.)





