Curitiba - As polícias Civil e Federal prenderam no início da manhã de ontem o empresário italiano Erich Lechner, no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba). Lechner era patrão de Sônia Modesto, 32 anos, assassinada na semana passada em Curitiba. Segundo a Polícia Civil, Sônia administrava os negócios do empresário.
O superintendente da Delegacia de Homicídios, Donizete Baldino Garcia, disse que Lechner foi preso porque desobedeceu instrução da polícia para que não tentasse deixar o Brasil até que terminassem as investigações sobre o assassinato de Sônia. ''Soubemos que ele havia comprado passagem para a Itália. Conseguimos um mandado judicial e ele foi preso provisoriamente'', explicou Garcia.
Esta semana, a Polícia Civil havia prendido vários suspeitos de participação no assassinato de Sônia. Um dos detidos, um adolescente de 17 anos, teria sido o autor do disparo que vitimou a empresária. Com o grupo, a polícia encontrou o celular de Sônia e armas de fogo que teriam sido usadas no homicídio e para ferir Tatiana Gusso, 29 anos, funcionária de um dos estabelecimentos que a empresária assassinada administrava.
''Eles alegaram que o objetivo deles era apenas levar o carro de Sônia (um Astra). Mas estamos desconfiados desta explicação. Se eles pretendiam apenas roubar, por que não levaram o anel da vítima fatal, que vale R$ 10 mil?'', indagou Garcia.
As investigações continuam. Tatiana levou um tiro de raspão na cabeça, foi hospitalizada e sobreviveu. A polícia procura ainda pelo suposto chefe do grupo, que estaria ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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