Para eliminar os danos provocados pelas sacolinhas plásticas, o poder público está tomando atitudes drásticas contra os supermercados. Os estabelecimentos que não apresentam alternativas estão sendo multados. As sacolas retornáveis e as biodegradáveis são as formas mais usadas para escapar das punições resultantes dos prejuízos ao meio ambiente.
A consciência ambiental que falta a alguns estabelecimentos foi a motivação do empresário Aldo Itaru Fujimoto, 43 anos, para inventar um carrinho de supermercado que pode dispensa as polêmicas sacolinhas. Após garantir a patente, o objetivo dele agora é conseguir parceria com empresas para fabricação em grande escala.
Batizada de Home Car (algo como Carrinho Doméstico), a invenção consiste numa estrutura de aço, com rodinhas e quatro cestas de mercado. Os recipientes são encaixados e facilmente removíveis, o que, segundo Fujimoto, facilita a vida do consumidor na hora de passar a compra pelo caixa. ''Não precisar tirar todas as mercadorias para passar pelo leitor de código de barras e colocá-las de novo no carrinho. Assim, agilizaria o atendimento dos supermercados'', ressalta.
Outras vantagens apontadas é a separação dos produtos por gênero e a praticidade para descarregar as compras em casa. As quatro cestinhas e a estrutura de aço, que é dobrável, cabem no porta-malas ou no banco de trás de um carro compacto.
A novidade chama a atenção quando o inventor vai ao supermercado. A separação das mercadorias é apontada pelo taxista Ronaldo Zangirolani, 57, como a principal vantagem. Ele sugeriu ainda que Fujimoto desenvolvesse uma versão ainda maior, com mais cestinhas e mais espaço para os mantimentos. ''(A invenção) Só podia ser coisa de japonês, mesmo.'' A limpeza é apontada pela bancária Wally Von Raupp Galindo, 33, como outro diferencial. Ela critica a sujeira dos carrinhos de alguns mercados e diz que o Home Car seria uma solução mais higiênica.
Sub-gerente de um supermercado na Zona Oeste de Londrina, Almir de Oliveira Paula comenta que a consciência ambiental está aumentando entre os consumidores. Uma prova é o crescimento na utilização de embalagens biodegradáveis e retornáveis. ''(O carrinho) Seria bom também para o mercado'', avalia.
Investimento
O primeiro modelo foi construído em alumínio. O protótipo permitiu que o invento fosse patenteado numa empresa de registro de marcas em Maringá há três anos. Agora, ele procura uma parceria para viabilizar a produção em larga escala e baixar o custo. Para fabricar dez exemplares, o investimento foi de R$ 110,00 por unidade. Fujimoto estima que seja possível baixar o preço pela metade.
Com 1,10 metro de comprimento, o carrinho tem capacidade para suportar cerca de 8 quilos. O inventor pretende também construir um modelo com seis cestinhas e maior capacidade. O atual serve, na sua avaliação, para compras semanais devido ao espaço menor em comparação com os carrinhos tradicionais.

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