Empresário é vítima de latrocínio
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O empresário londrinense Rinaldo de Oliveira Silva, 42 anos, foi assassinado ontem de manhã no estacionamento de uma agência bancária localizada na esquina da Avenida Higienópolis com Rua Tupi (Área Central de Londrina). Silva era proprietário de um posto de combustível e tinha ido ao banco fazer um depósito quando foi abordado por um assaltante. Segundo a Polícia Militar (PM), após atirar na vítima, o assaltante fugiu levando um malote de dinheiro - a quantia não foi informada. Este é o quinto caso de latrocínio (roubo seguido de morte) registrado pela Polícia Civil de Londrina neste ano.
O crime de ontem aconteceu por volta das 10h30. Segundo a PM, Silva teria entrado na agência pelo estacionamento, saído do veículo com o malote de sua empresa e se dirigia à entrada principal da agência. A poucos metros da porta giratória, ele foi abordado pelo assaltante, que atirou e atingiu o empresário no lado esquerdo do tórax. Um segundo assaltante, numa moto Honda Titan, estaria aguardando no lado de fora da agência.
A vítima foi socorrida pelo Siatee levada para a Santa Casa. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Silva chegou em estado gravíssimo e faleceu minutos depois, vítima de uma parada cardiorrespiratória. A família optou pela doação dos glóbulos oculares.
A reportagem esteve no local do crime e tentou falar com representantes do Banco Real, mas não foi atendida. A FOLHA também tentou contato por telefone, mas ninguém atendeu.
A vítima era proprietária de um posto localizado na Avenida Leste-Oeste, esquina com a Rua Natal. O funcionário Lúcio Ariello, que trabalha no estabelecimento há cerca de nove anos, disse que Silva tinha saído do posto acompanhado da mulher, após ter fechado o caixa do fim de semana. ''Era malote (com dinheiro) de sexta, sábado e domingo, mas eu não tenho idéia de quanto era'', disse.
Ainda segundo o funcionário, Silva era dono do posto há cerca de dois anos, sempre residiu em Londrina e antes trabalhava com uma transportadora. ''Ele era uma pessoa legal, um patrão bastante tranquilo'', lamentou Ariello.
Segundo o porta-voz do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguedis, um grande efetivo de policiais está trabalhando para localizar os assaltantes. ''A polícia recomenda, a qualquer pessoa, que nunca reaja à ação do assaltante'', disse Eguedis, referindo-se à possibilidade de a vítima ter reagido.
De acordo com o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, Sérgio Barroso, o latrocínio é um crime bárbaro porque fere o direito à vida e ao patrimônio. A pena é a reclusão de 20 a 30 anos. Na opinião do delegado, cinco ocorrências do tipo em oito meses é ruim, porém observou que o número é inferior ao registrado em 2007, quando aconteceram oito casos.
As outras vítimas de latrocínio este ano foram Thiago Juliano Domingos, Jair da Cruz (ambos no mês de janeiro), Rui Carlos Monteiro Júnior (em março) e Sigueko Ito (em maio). (Colaborou Betânia Rodrigues)


