Campinas - A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí vai investigar a vida financeira do empresário paulistano Nelson Shugi Miyazaki, 44 anos, encontrado morto na manhã de anteontem, ao lado de sua mulher e os dois filhos do casal, no pomar da chácara da família, no Parque da Fazenda, condomínio de alto padrão de Itatiba. Todos foram degolados.
Até agora, as investigações feitas pela Polícia Civil apontam o empresário como o principal suspeito de matar a mulher e os filhos. Ele teria se suicidado em seguida, segundo informou ontem o delegado titular da DIG, Paulo Tucci, que assumiu as investigações, por determinação da Delegacia Seccional de Jundiaí.
Miyazaki, sua mulher Neusa Yassuku Mamamoto Miyazaki, 46 anos, e seus filhos Anderson Takeo Miyazaki, 14, e, Eduardo Chigueu Miyazaki, 7, foram enterrados ontem, em Adamantina, no interior de São Paulo.
Hoje, Tucci ouvirá alguns parentes e também fornecedores da empresa de marcenaria que Miyazaki tinha na capital do Estado. O empresário morava com a família na Vila Santa Catarina, em São Paulo, e passava os finais de semana na chácara de Itatiba.
O crime teria acontecido poucas horas após os quatro terem chegado na chácara, na noite da última sexta-feira. ''Precisamos descobrir os motivos. Vamos investigar a vida financeira do empresário e da família e, dependendo do que ouvirmos da família e dos fornecedores, podemos pedir a quebra de sigilo bancário. Problemas financeiros podem ter motivado o crime'', afirmou o delegado.
A hipótese de que Miyazaki teria matado a família e depois se suicidado ganhou força ontem com a análise do local do crime. Os policias da DIG não encontraram nenhum sinal de intervenção externa na chácara e nem de arrombamento. Os vizinhos alegam que não ouviram nem viram nada, segundo a Polícia Civil.
''O pomar onde os corpos foram encontrados, apesar de ficar na frente da casa, é cercado por pés de mandioca. Não há sequer um galho quebrado e muito menos sinais de luta'', disse Tucci.
Os corpos foram encontrados pela manhã por um cunhado do empresário, Luiz Antônio Cipriano. Por volta das 17h de sexta, Miyazaki ligou para o cunhado, pedindo que ele fosse de São Paulo para Itatiba, pois uma tragédia havia acontecido na chácara, de acordo com o delegado da DIG.
Ao chegar na casa, Cipriano encontrou apenas uma faca ensanguentada na pia da cozinha e o som do carro de Miyazaki ligado, ainda na noite de sexta-feira. Ele passou a noite procurando os parentes em hospitais, mas só foi encontrar os corpos anteontem, ao retornar para a chácara juntamente com um policial.
O corpo da mulher estava ao lado do muro, a 30 metros dos filhos e de Miyazaki, que tinha outra faca, também ensanguentada, ao seu lado.

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