Empresário é liberado depois de 5 dias preso
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segunda-feira, 22 de setembro de 1997
Sid Sauer Campo Mourão 
O empresário Valetin Passos, que estava preso desde o dia 15 sob a acusação de participação nos desmanches de caminhões roubados encontrados em Campo Mourão, foi solto no final de semana. Passos ficou preso por apenas cinco dias e saiu da cadeia porque teve prisão preventiva revogada. Ele era acusado de estar vendendo madeira que tinha sido roubada junto com um caminhão. O agricultor Chafik Simão Júnior, que é dono de uma fazenda onde foi encontrado um dos seis cemitérios de caminhões, continua preso.
No final de semana, Passos divulgou nota à imprensa. Na nota, ele diz que é inocente, que foi transformado em bode expiatório e faz críticas à Justiça. Infelizmente, essa mesma Justiça a que devemos respeito, outorga poderes a determinadas pessoas que dela fazem uso, arbitrariamente, frisa o empresário num trecho da nota. Segundo Passos, enquanto a polícia o prendia e fazia o anúncio à imprensa, os verdadeiros bandidos fugiram.
Encontro-me magoado porque fui ferido em minha honra, em minha moral, em minha dignidade e perante toda esta sociedade que nunca e em tempo algum ouviu dizer que eu fosse homem pela maneira como me tratou a Justiça, destaca um dos trechos finais da nota. O caso dos desmanches de caminhões roubados começou a ser descoberto pela Polícia Militar há duas semanas. Desde então, foram decretadas seis prisões preventivas, mas os nomes dos quatro foragidos são mantidos em sigilo a pedido da Justiça.
RepúdioA subseção de Campo Mourão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também divulgou nota no final de semana repudiando a decisão da 1ª Vara Criminal, que mantém o processo do desmanche em sigilo. Segundo o presidente da OAB, Irineu Brzezinski, o impedimento dos advogados da cidade ao processo é um desrespeito.
A Constituição assegura o livre exercício da advocacia, sendo declarada função essencial e indispensável à administração da Justiça, ressalta o advogado. A nota diz ainda que a manutenção do sigilo não tem fundamento.


