Empresário é condenado por homicídio
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de maio de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Por quatro votos a três, o empresário Joarez da França Costa foi condenado, por júri popular, a 17 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, sob acusação de ser o mandante do assassinato de Jezael Cubas, em 20 de novembro de 1999, em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. A sentença foi dada, por volta da 1h30 de ontem, pelo juiz da 1 Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Ronaldo Sansone Guerra, depois de aproximadamente 16 horas de julgamento. ''Caboclinho'', como é conhecido, saiu do tribunal preso e foi levado para o Centro de Observação e Triagem (COT).
O advogado de defesa, Luiz Fernando Martins Bonette, disse que recorreu da sentença ainda em plenário, argumentando que a condenação ''é contrária à prova dos autos'' e alegando, também, excesso de pena. Ele informou, ainda, que ingressará com pedido de habeas corpus, amanhã, junto ao Tribunal de Justiça (TJ).
Para o promotor de Justiça, Marcelo Balzer de Oliveira, o Ministério Público (MP) fez a sua parte e a pena foi justa. ''Um crime de mando dessa natureza merecia uma condenação como essa'', acrescentou. A promotoria sustentou que a morte de Cubas teria sido queima de arquivo, já que ele teria muitas informações sobre os supostos negócios ilícitos de Caboclinho, que envolveria desmanche de carros roubados. Outro motivo seria vingança, pois Cubas teria matado um amigo particular do empresário, Luiz Vidal Porfílio.
A defesa argumentou que todo inquérito, que deu origem ao processo, teria sido uma ''fraude'', conduzida pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) - órgão vinculado ao Ministério Público (MP) estadual-, para incriminar o empresário por motivação política.
Caboclinho havia ficado preso por quatro anos e oito meses, acusado de vários delitos, entre eles, a tentativa de assassinato de seu ex-sócio Adílio de Jesus Becker, em setembro de 1999. O empresário estava em liberdade desde dezembro de 2004.


