O empresário Velson Sambato, 50 anos, foi preso em flagrante no final da tarde de anteontem, no escritório da Gráfica Veson, onde eram falsificados documentos públicos, tickets alimentação e embalagens para peças de veículos e remédios veterinários. A gráfica está localizada na Avenida São Domingos, na Vila Morangueira, em Maringá.
A Polícia Civil chegou até o empresário a partir da prisão, terça-feira, de um vendedor de tickets de alimentação falsificados em Curitiba. O vendedor afirmou que os tickets falsificados eram produzidos em Maringá. Uma equipe de policiais de Curitiba se deslocou até Maringá e, com mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, iniciou a investigação na gráfica e depois no apartamento do empresário. O delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial, Roberto Fernandes, coordenou a operação.
Na gráfica, os policiais encontraram vasto material falsificado, inclusive centenas de notas fiscais, carteiras de habilitação, cédulas de identidade, certidões negativas de dívida ativa da União, certidões negativas da Prefeitura de Maringá, além de caixas de embalagens de peças de veículos e de um produto veterinário. Conforme Fernandes, as matrizes do material foram encontradas no apartamento do empresário, localizado na Rua Campos Sales, na Zona Sete.
Sambato disse que só vai se pronunciar na Justiça. Conforme o delegado, Sambato deve conhecer algum contato das quadrilhas de desvio de cargas. Segundo Fernandes, a falsificação de embalagens de peças de veículos só podem ter como finalidade utilizá-las para embalar produtos desviados. Ele explica que é praticamente impossível para a polícia encontrar os produtos que são desviados durante os roubos de cargas. As falsificações, conforme o delegado ‘‘são perfeitas’’.
A falsificação de documentos da União também podem beneficiar empresários que estão em déficit com o Fisco. Através de uma certidão negativa da dívida ativa da União, falsificada, os empresários podem por exemplo, obter financiamento em bancos, além de outros benefícios.
A gráfica não foi fechada, porque, segundo Fernandes, o objetivo maior da operação era conseguir as matrizes do material falsificado. A partir de agora, diz Fernandes, a polícia vai investigar o envolvimento do empresário com as quadrilhas de roubo de cargas. Sambato vai responder processo por crime de falsificação de documentos públicos com pena prevista de 1 a 8 anos de prisão.

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