A Delegacia da Mulher de Cascavel iniciou ontem investigações sobre a possibilidade de um esquema de corrupção de menores para fim de exploração sexual, a partir de álbuns de fotografias nas quais adolescentes aparecem nuas e sendo submetidas à prática de sexo explícito. Os álbuns estavam com um empresário da cidade e foram entregues à delegacia especializada por sua própria esposa.
A delegada Paula Martins disse ontem à tarde que, por enquanto, não pode fornecer a identificação do empresário. Sabe-se que a esposa dele tem 43 anos, está casada há 12 anos, e localizou os álbuns escondidos em sua casa. A denunciante há tempos desconfiava que o marido vinha tendo relacionamentos extraconjugais, mas não de que estivesse explorando menores ou aliciando-as.
A possibilidade do aliciamento também é investigada porque, geralmente, os álbuns servem para fazer ‘‘propaganda’’ de garotas de programa. São aproximadamente 90 fotos, incluindo as de mulheres adultas, muitas delas feitas na casa do empresário, na ausência de sua esposa. A delegada Paula observa que o simples fato das fotos terem sido feitas já caracteriza crime, de acordo com o artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
O código pune com até 4 anos de reclusão quem fotografar ou publicar fotos de menores em sexo explícito ou pornográficas. Caso algumas das garotas tenham sido submetidas a práticas sexuais e sejam menores de 14 anos, caracteriza-se estupro, agravando-se a pena.

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