Empresário de Londrina é preso acusado de tráfico
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sexta-feira, 16 de setembro de 2005
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O empresário londrinense Carlos Roberto da Rocha está preso no Rio de Janeiro, suspeito de envolvimento no tráfico de duas toneladas de cocaína pura, apreendidas pela Polícia Federal (PF), quinta-feira, dentro de peças de carne que seriam enviadas a Portugal de navio. Além dele, outras seis pessoas foram presas na operação batizada de Caravelas, que é coordenada pelo Departamento de Entorpecentes sediado em Brasília. O chefe da quadrilha seria Antonio dos Santos Damaso que foi preso com Rocha, no Barrashopping.
Carlos Roberto é proprietário da Lucabesu Indústria, Comércio e Exportação de Prudutos Alimentícios Ltda, em Londrina. Em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal de Goiânia, policiais federais de Londrina apreenderam na residência do acusado escrituras de imóveis, documentos contábeis, um Jeep Cherokee, uma motocicleta Honda e um caminhão Mercedes Benz 608.
Segundo o delegado chefe da PF de Londrina, Elcio Felipe Fuscolim, a droga sairia do Paraná com destino a São Paulo, Rio de Janeiro e depois Europa. ''A proximidade com o Paraguai, Bolívia e Colômbia aliada às boas condições da malha rodoviária da nossa região favorecem o tráfico rodoviário que ainda é o principal meio de transporte utilizado no Brasil'', explicou. Para coibir a ação dessas quadrilhas, a Polícia Federal trabalha em conjunto com a Polícia Rodoviária.
As duas toneladas de cocaína foram encontradas num frigorífico, instalado num galpão, do mercado de São Sebastião, na Penha (Zona Norte do Rio de Janeiro). Segundo a Polícia Federal, essa é a maior apreensão da droga no Estado e, certamente, uma das maiores do Brasil. A expectativa é que ela chegasse a Europa em 30 dias.
Carlos Roberto é irmão de Luís Carlos da Rocha conhecido como Cabeça Branca considerado um dos maiores traficantes do Brasil e que está foragido há dois anos após a apreensão de 500 quilos de cocaína em São José do Rio Preto (SP). A Polícia Federal suspeita que ele viva no Suriname de onde provavelmente coordena o transporte da droga colombiana via Londrina.


