Empresário critica serviço da PM
James Alberti
A Polícia Militar (PM) é acusada de ter demorado para atender uma acorrência no bairro Centro Cívico, em Curitiba, a poucos minutos do Quartel Central. O empresário da construção civil Carlos Alberto de Paula Souza, que faz as críticas à PM, flagrou dois homens tentando entrar no apartamento onde mora, no sábado. Ele seguiu os assaltantes, depois que eles fugiram, e chamou a polícia. Só que o socorro não veio.
Cerca de 30 minutos depois, Souza foi até sua casa e ligou para o número 190 (serviço de emergência) e gravou a ligação, que foi divulgada ontem pela rádio CBN. Na conversa, Souza cobra melhor atendimento à população. A ligação durou um minuto e meio e terminou com o policial desligando o telefone na cara do empresário.
O chefe do Centro de Operações da PM (Copom), capitão Jorge Costa Filho, afirma que desligar o telefone foi o único erro da polícia. Segundo ele, a ocorrência só não foi atendida rapidamente porque houve acúmulo de demanda. Não houve erro, mas acúmulo de trabalho, diz. Costa afirma que o Copom recebe cinco mil ligações ao dia. Destas, afirma, entre 11% e 13% são realmente ocorrências. Conforme o capitão, nos sábados à noite, principalmente, há um pico de ligações e ocorrências, que pode chegar a 630 em uma hora. É inevitável haver problema.
O empresário não foi localizado ontem pela Folha. Na gravação divulgada pela rádio CBN, porém, ele afirma que nunca teve uma arma na vida, mas que pensou em se armar. A um movimento para desarmar as pessoas, mas não pode desarmar não. Eu nunca tive uma arma na minha vida, mas, olhe, acho que vou começar a ter, disse ele ao policial.





