Érika Pelegrino
De Londrina
Antônio Batista Ribeiro, proprietário da empresa Costela no Rolete Ltda., localizada na Rua João Pessoa, 65 A, está indignado com o ‘‘descaso’’ com que foi tratado pelas polícias Civil e Militar de Londrina no último final de semana. Ele teve a empresa assaltada duas vezes: na madrugada de sábado e na tarde de domingo.
Ribeiro contou que, em ambas ocasiões, ao registrar o boletim de ocorrência na Polícia Civil teriam dito para que ligasse para o 190 (Polícia Militar) para que mandassem uma viatura até o local. ‘‘Ficam mandando a gente de um lado para o outro e, no sábado, na Polícia Militar o policial ainda disse que ia quebrar o meu galho e mandar uma viatura’’, contou. ‘‘A gente paga para receber segurança e quando precisa agem como se tivessem fazendo um favor.’’
No domingo à tarde, quando sua empresa foi novamente assaltada, Antônio Ribeiro afirma que não conseguiu ser atendido, mesmo ligando para as polícias Civil e Militar. ‘‘Não veio nenhuma viatura para fazer um levantamento.’’
O comerciante disse que está indignado com a falta de segurança em Londrina. Ele é de Uberaba (MG) e mora na cidade há apenas cinco meses. ‘‘Vim para cá porque a imagem que vendem do Paraná é de um Estado bom, mas não é nada disso’’, comentou. ‘‘Na rua onde moro (a mesma da sua empresa), à noite usam drogas na calçada, sem ninguém se preocupar’’.
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial, Acácio Azevedo, afirma que o procedimento correto é atender todas as ocorrências. Neste caso específico, o delegado não sabe explicar o que aconteceu. Ele afirma que fará uma verificação interna. ‘‘Se a pessoa não foi atendida nem pela Polícia Civil, nem pela Militar, houve falha. É preciso ver o que aconteceu’’, afirma.
O subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Manoel Cruz Neto, também comentou que o procedimento correto é o atendimento a todas ocorrências. Em alguns casos, segundo ele, a viatura pode demorar devido ao excesso de chamadas, ‘‘mas tem que atender’’. ‘‘Eu peço para que a pessoa me procure para dar maiores informações, para que possamos descobrir o que aconteceu’’, solicitou.