O empresário Eduardo Marafanti, 49 anos, é o primeiro brasileiro a fazer uso do tratamento. Ele ficou sabendo que tinha leucemia em março de 1998, quando foi informado, pelos médicos, que teria no máximo dois anos de vida. Sem doador compatível na família e tomando Interferon há 15 meses sem haver nenhuma resposta hematológica, tomou conhecimento da nova droga através dos jornais e entrou em contato com os Estados Unidos.
Assim, em janeiro deste ano ele passou a integrar um conjunto de 1,2 mil pessoas no mundo que estão tomando o medicamento, ainda em fase de testes. Em três semanas, seu hemograma já voltou ao normal e hoje o número de células cancerígenas passou de 100% para 82%. ‘‘A estatística é fundamental para a medicina, mas para quem tem uma doença como esta ou ela é zero ou 100. E no meu caso é 100%’’, disse.
‘‘A maior contra-indicação desse medicamento é a vida’’, comemora, enquanto dá conselhos aos demais portadores da LMC para que tentem a nova fórmula. É essa a esperança do advogado Henrique Barbosa Batalha, mineiro de Governador Valadares, 53 anos, que faz tratamento no HC da UFPR. Ele não tem doador compatível na família e está tomando Interferon há dois anos. O remédio só estabilizou seu hemograma mas não está conseguindo regredir o câncer. (M.G.)