O proprietário da Pualgás Representações Comerciais, Paulo Lucindo, considera o sistema de envasamento de gás em domicílio um risco à população. ‘‘Em caso de explosão, as pessoas que estiverem passando pelo local serão atingidas. O sistema é inseguro não só para o edifício mas para tudo que estiver em volta do caminhão que faz o envasamento.’’
A instalação do sistema em novos pontos da Cidade está suspensa desde a última segunda-feira. Na região central de Londrina, existem 26 edifícios operando com este tipo de envasamento, que substitui os botijões de gás de 45quilos - os P-45 - por tanques P-190, com 190 quilos de gás. Em vez da troca convencional, um caminhão com gás envasa o produto no local. ‘‘A explosão de um caminhão com dez toneladas de gás teria proporções catastróficas’’, adverte Lucindo.
Apesar de possuir tanques deste tipo - cedidos por companhias de gás -, Lucindo garante que não irá trabalhar com o sistema enquanto este não for normatizado. Responsável durante cinco anos pelos projetos que sua empresa executa, ele está preocupado com o fato de que vários edifícios, onde a sua empresa instalou centrais de gás, estão adotando o novo sistema. ‘‘Estou tentando transferir a responsabilidade para a companhia que fez as alterações.’’
A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Maria Lucia Reichenbach, encaminhou na última segunda-feira ofícios solicitando análises e perícias sobre os riscos do envasamento de gás a granel ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e ao Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar). ‘‘Há uma legislação municipal que disciplina a localização das centrais distribuídoras. O sistema em domicílio transforma cada edifício numa estação de envasamento.’’ Maria Lucia também está analisando algumas propagandas que ‘‘vendem’’ o sistema em Londrina. ‘‘Elas não descrevem nenhum tipo de risco. Só elogiam.’’

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